Inteligência Emocional para Crianças

Em janeiro de 2014 a Revista Claudia publicou uma reportagem interessante sobre a educação emocional das crianças, sob o título “Especialistas defendem que inteligência emocional deve ser ensinada na escola”, fomentando uma discussão entre vários profissionais com pontos de vistas diferentes e até contraditórios.

A ideia central da matéria é de que pode-se ensinar inteligência emocional para as crianças na escola, sendo este um movimento crescente nos EUA, inclusive como forma de prevenção ao abuso de drogas, bullying, a violência e até o suicídio infanto-juvenil.

As crianças precisam aprender a lidar com sentimentos

Aprender a lidar com os sentimentos que muitas vezes vem à tona a partir da atitude de outra pessoa é importante para desenvolver o autoconhecimento e usufruir disto de forma equilibrada e coerente.

As crianças e adolescente aprendem por imitação

As crianças e adolescentes aprendem por imitação, principalmente dos pais, mas eles também consideram os professores e outros adultos com os quais tenham vínculos afetivos como modelos.

É possível ver filhos corrigindo os pais, muitas vezes obrigando-os a rever e avaliar a própria conduta.

Independente da idade, uma pessoa com consciência e autoconhecimento pode auxiliar a modificar a realidade que vivem, servindo elas mesmas de exemplo. Isto é comum observar no atendimento psicológico de crianças, que servem de gancho para trabalhar com toda a família.

No trabalho na área social isto também acontecia e ficava evidente durante a visita dos familiares e dos posicionamentos que estes começavam assumir e que antes não faziam parte da realidade deles.

Você deve estar se perguntando: e qual o papel da escola na formação das competências emocionais dos alunos?

A escola é o primeiro lugar de socialização das crianças. Muitas experiências, histórias e até traumas elas vivenciarão neste ambiente e as levarão para toda a vida.

Atualmente as crianças não têm espaços livres para brincar e aprender a lidar com situações cotidianas que há 30 anos eram corriqueiras.

As famílias estão cada vez menores e há um alto índice de crianças que são filhos únicos, portanto muito do que se aprendia através da convivência com os irmãos, hoje aprendem na escola com os colegas.

Outro fator é que a dinâmica familiar também mudou com os pais trabalhando mais e tendo menos tempo para compartilhar das vivências dos filhos e estes por fim permanecerem a maior parte do tempo na escola.

Quando a escola sabe utilizar este tipo de intervenção, todos têm a ganhar. Pessoas estimuladas a lidar com suas emoções têm maior concentração, melhores notas, mais amigos, desenvolvem a capacidade para lidar com frustrações e tem mais chances no mercado de trabalho.

Atualmente as grandes empresas primam pelo bom relacionamento, pois para elas é mais produtivo investir em capacitação técnica, do que manter uma pessoa com excelente conhecimento técnico/teórico, mas que se relaciona mal.

Emoções liberadas

Gerenciar bem as emoções, alertam os especialistas, não significa represá-las. A criança precisa encontrar abertura suficiente para sentir medo, angústia, raiva, tristeza, alegria, euforia.

Em vez de dizer “não chore” ou “controle-se”, os adultos devem acolher os pequenos, procurar compreender as razões do comportamento deles e ajudá-los a dar respostas adequadas às situações.

Pais e professores têm de ser bons observadores para auxiliar as crianças a autogerir os sentimentos. Mas vale tomar cuidado para não interferir demais, tornando-as dependentes e passivas.

Uma das formas mais eficazes de aprender a lidar com isso nessa fase da vida é por meio de brincadeiras. “Estimular o lado lúdico é importantíssimo”. Até numa atividade simples, como a preparação de um brigadeiro, é possível perceber características como agressividade, introversão e impulsividade e trabalhar para que as crianças pensem em diferentes maneiras de resolver conflitos.

Ou seja, elas devem ser estimuladas ao diálogo e à reflexão.

A Escola Amarelinha entende a importância da Inteligência Emocional para as crianças. Trabalhamos sempre para formar crianças fortes e inteligentes emocionalmente.

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